terça-feira, 4 de outubro de 2011

66 dias

Ando naquelas fases malucas onde a saudade esmaga qualquer coisa dentro do coração da gente e você só consegue pensar e querer aquilo que não pode ter. É aquela dor aguda constante, que só faz crescer a cada segundo.
Hoje faz 66 dias que eu não vou para casa e não faço a menor ideia de como passar pelos outros 37 que ainda faltam. São 66 dias sem estar no lugar no qual eu me sinto tão bem, 66 dias longe de várias pessoas muito importantes pra mim, 66 dias sem ver meus priminhos e minha família que eu amo tanto, 66 dias sem comer as coisas que eu mais gosto, sem poder ir nos meus lugares prediletos.
Eu sei que por mais que eu deteste aqui cada dia mais aqui é a minha casa, a minha cidade. Seria perfeito se pudéssemos simplesmente deletar sentimentos e colocar outro no lugar, tirar de nossas cabeças nossas fantasias e sonhos que não fazem mais parte de nós e aceitar as novas realidades. Sofreríamos tão menos.
Todos pedem que e compreenda, alguns se oferecem para eu ir para suas casas, mas simplesmente não compreendem que eu não quero sair daqui, quero ir para um lugar específico, e que vê-los em casa vai doer mais ainda.
Compreender eu compreendo, entendo perfeitamente todas as razões, porém a compreensão simplesmente nos impede de ficarmos revoltados e termos atitudes extremas. Compreender ameniza, não nos deixa perder a cabeça, mas não diminui a dor. A saudade dói, uma dor física, uma dor emocional, uma dor absoluta, insensata e permanente.